
Gestão municipal garante estrutura para celebrações nos dias 8, 14 e 15 de maio, organizadas pelo Improir, valorizando comunidades tradicionais de terreiro.
Apoio institucional às tradições afro-amapaenses
A Prefeitura de Macapá confirmou, nesta segunda-feira (4), o apoio oficial às celebrações do Dia do Culto Afro, comemorado em 8 de maio, data de grande relevância para as tradições culturais das comunidades de terreiro do Amapá. O anúncio foi feito pelo prefeito interino Pedro DaLua, durante reunião com representantes da Federação de Cultos Afros de Umbanda e Mina Nagô do Estado do Amapá (Fecarumina).
Programação e estrutura garantidas pelo município
A ação será coordenada pelo Instituto Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), responsável por organizar um café da manhã comunitário no dia 8 e por garantir suporte estrutural para os festejos dos dias 14 e 15 de maio. Entre os serviços disponibilizados estão palco, sistema de som, iluminação e tendas, assegurando melhores condições para a realização das atividades nas comunidades envolvidas.
Ao destacar o apoio, o prefeito Pedro DaLua ressaltou a importância histórica e cultural da manifestação afro-amapaense:

“Não podemos deixar de lado a importância da cultura afro no Amapá. Ela é ancestral e está ligada às nossas raízes. A prefeitura apoia esse movimento e todos os outros relacionados às Matrizes Africanas, que mantêm viva a memória e a identidade do nosso povo.”
Reconhecimento legal e marco cultural
O Dia do Culto Afro é oficialmente reconhecido pela Lei Estadual nº 0933/2005, que reforça a valorização e a visibilidade das celebrações das comunidades tradicionais de terreiro. A data também remete ao primeiro troar de tambor tocado no Amapá, pela saudosa Mãe Dulce Morreira (in memoriam), figura emblemática que ganhou ainda mais notoriedade com a promulgação da lei.
Valorização das comunidades de terreiro
Para Antônio Carlos — conhecido como Pai Carlos — um dos representantes das festividades, o apoio municipal fortalece a continuidade das tradições:

“É uma data muito importante para nós, e ficamos felizes em ver esse reconhecimento e incentivo por parte da prefeitura.”
A diretora-presidente do Improir, Elizia Congó, que também representa o Marabaixo em Macapá, reforçou o compromisso da gestão:

“É mais uma demonstração de respeito com a nossa cultura. Apoiar essas manifestações é preservar a nossa história.”
Expectativa para as celebrações
Segundo a organização, a programação dos dias 14 e 15 deve reunir aproximadamente 75 comunidades tradicionais, promovendo momentos de fé, resistência e valorização da identidade afro-amapaense, reconhecida como parte fundamental da construção cultural de Macapá.



