
Audiência pública reúne autoridades e profissionais da saúde para discutir riscos à população e ao meio ambiente.
A Assembleia Legislativa do Estado do Amapá promoveu uma audiência pública para discutir os impactos sanitários e ambientais decorrentes do uso crescente e do descarte incorreto das chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic, Saxenda e Mounjaro. A iniciativa partiu do Conselho Regional de Farmácia e buscou alinhar estratégias de conscientização, fiscalização e manejo adequado desses medicamentos.
USO IRRACIONAL E RISCOS À SAÚDE
Conduzido pelo deputado Jory Oeiras, o debate reuniu profissionais da saúde, autoridades e representantes do setor farmacêutico para tratar da popularização desses medicamentos e dos riscos associados ao consumo sem orientação adequada. Os participantes alertaram que o uso indiscriminado das canetas emagrecedoras pode gerar complicações clínicas e reforçaram a importância do acompanhamento profissional para garantir segurança ao paciente.
DESCARTE INCORRETO E IMPACTOS AMBIENTAIS
Outro ponto central foi o descarte inadequado dos dispositivos, que pode contaminar o meio ambiente e colocar a população em risco. Técnicos e representantes do Conselho Regional de Farmácia destacaram a necessidade de aprimorar as práticas de aquisição, armazenamento, distribuição e destinação final dos resíduos, especialmente pela presença de substâncias que exigem manejo específico.
PROPOSTAS E ENCAMINHAMENTOS
Entre as sugestões apresentadas, estiveram ações de educação sanitária, campanhas de orientação ao consumidor e fortalecimento da fiscalização para garantir que farmácias e usuários sigam protocolos seguros. A audiência também ressaltou a importância de ampliar o acesso à informação, de forma que a população compreenda tanto os riscos do uso inadequado quanto a responsabilidade sobre o descarte correto.
COMPROMISSO COM A PROTEÇÃO À POPULAÇÃO
Ao final, os participantes defenderam a construção de políticas integradas envolvendo órgãos de saúde, entidades profissionais e o Legislativo estadual, com o objetivo de reduzir os impactos negativos à saúde pública e ao meio ambiente. A iniciativa reforça o papel da Assembleia Legislativa como espaço de diálogo e formulação de propostas para garantir segurança, orientação e responsabilidade no uso de medicamentos de alta demanda.



