
Evento reúne mais de 200 empreendedores, artistas e lideranças comunitárias em Macapá e fortalece a geração de oportunidades, inovação e desenvolvimento econômico nas comunidades amapaenses.
A 4ª edição da ExpoFavela Innovation Amapá reforçou o protagonismo das periferias como espaços de inovação, criatividade e geração de negócios. Realizada em Macapá com patrocínio do Governo do Estado, a feira reuniu mais de 200 empreendedores, artistas, lideranças comunitárias e investidores, consolidando-se como uma das principais vitrines para iniciativas desenvolvidas em comunidades urbanas, ribeirinhas e indígenas do estado.
Durante a abertura do evento, o governador Clécio Luís destacou a importância da ExpoFavela como ferramenta de valorização dos talentos que surgem nas periferias e de fortalecimento da economia local.
PROJEÇÃO PARA QUEM VIVE A REALIDADE DAS COMUNIDADES

Ao visitar os estandes e conhecer de perto os projetos apresentados, o governador ressaltou o crescimento do evento e a capacidade das comunidades de transformar desafios em oportunidades.
“A ExpoFavela está se consolidando como um espaço e um momento de projeção de tudo o que se produz nas nossas periferias, nas áreas de baixada, nas nossas Pontes Firmes e comunidades. Estou impressionado com a força que existe nesses territórios e com o trabalho desenvolvido por quem vive a periferia de verdade”, afirmou Clécio.
A iniciativa está alinhada às políticas públicas do Governo do Estado voltadas para inclusão social, geração de renda e desenvolvimento econômico, com investimentos em infraestrutura, habitação, cultura, esporte, mobilidade e empreendedorismo.
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO GANHAM ESPAÇO

Entre os destaques da feira esteve a Kuia Lab, empreendimento que trabalha com experiências imersivas utilizando realidade virtual e realidade aumentada.
O empreendedor Glauber Lopes explicou que a proposta é democratizar o acesso às novas tecnologias e aproximar a população das experiências digitais.
Segundo ele, a tecnologia permite visitas virtuais a ambientes como museus, salas e espaços interativos, integrando elementos do mundo real e virtual em uma única experiência.
ARTESANATO SUSTENTÁVEL VALORIZA A PRODUÇÃO LOCAL

A feira também abriu espaço para iniciativas voltadas à sustentabilidade e à economia criativa. A Associação de Mulheres e Artesãos de Tartarugalzinho (Amat) apresentou produtos confeccionados a partir de materiais reaproveitados, transformando resíduos em peças artesanais de valor cultural e econômico.
A artesã Katiane Marques destacou que os itens expostos são produzidos manualmente por mulheres do município, utilizando sementes, palhas e até fios de telefonia que seriam descartados.
CULTURA E TRADIÇÃO EM EVIDÊNCIA

Além do empreendedorismo, a programação contou com apresentações culturais, gastronomia regional, oficinas e atividades literárias.
Um dos momentos marcantes foi o lançamento do livro Memórias de Velhas, de Francisco Borges, obra que homenageia o Marabaixo, a trajetória de Tia Zefa e a contribuição das mulheres para a preservação da cultura tradicional amapaense.
VITRINE PARA O EMPREENDEDORISMO DAS FAVELAS
Promovida pela Central Única das Favelas do Amapá (CUFA-AP) e pela Favela Holding, a ExpoFavela reúne 40 empreendedores que disputam vagas para representar o estado na etapa nacional do evento, prevista para dezembro, em São Paulo.

Para a presidente da CUFA Amapá, Alzira Nogueira, a feira evidencia a força econômica presente nas periferias.
“A ExpoFavela é a prova de que as periferias são territórios de potência, criatividade e soluções. São pessoas que transformam desafios em oportunidades e movimentam a economia local todos os dias”, destacou.
FORTALECIMENTO ECONÔMICO E INCLUSÃO SOCIAL
Ao longo dos anos, a ExpoFavela Innovation Amapá vem se consolidando como um espaço de reconhecimento e valorização das comunidades, ampliando conexões entre empreendedores, investidores e instituições.
A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado com a inclusão produtiva, a geração de renda e o fortalecimento da economia criativa, mostrando que a inovação também nasce nas periferias, comunidades ribeirinhas e territórios indígenas da Amazônia.

