No Mês dos Povos Originários, Governo do Amapá entrega quatro escolas indígenas reconstruídas em Pedra Branca do Amapari

Unidades na Terra Indígena Wajãpi recebem investimentos em infraestrutura, tecnologia, kits pedagógicos e conectividade para fortalecer o ensino nas aldeia


Educação indígena fortalecida com novas estruturas

O Governo do Amapá entregou, neste domingo (19), quatro escolas totalmente reconstruídas na Terra Indígena Wajãpi, em Pedra Branca do Amapari. A iniciativa integra a programação do Mês dos Povos Originários e garante mais qualidade, segurança e estrutura adequada para estudantes e professores das comunidades.

As unidades — Manilha, Mariry, Taitetuwa e Ytuwasu — foram reconstruídas respeitando as especificidades culturais, com estruturas em madeira e alvenaria, ambientes planejados para o ensino local e componentes do programa Educação que Transforma.


Compromisso com as comunidades tradicionais

Durante a agenda, o governador Clécio Luís destacou que as entregas atendem a demandas históricas do povo Wajãpi e reforçam a política estadual de valorização dos povos originários.

“Os povos originários transformaram abril em um período de resistência e afirmação. Para nós, é também um momento de entregas concretas. O investimento feito aqui é resultado direto do diálogo e reforça nosso compromisso com uma educação especializada e de qualidade dentro das próprias comunidades”, afirmou o governador.

A secretária de Estado da Educação, Francisca Oliveira, ressaltou que se trata de um avanço histórico.

“Estamos entregando escolas totalmente reconstruídas, com kits pedagógicos, conectividade via satélite, mobiliário completo e notebooks. É um presente no Mês dos Povos Originários e um marco para a educação indígena”, destacou.

Para o líder Vicente Wajãpi, as entregas representam reconhecimento e respeito às comunidades.

“Essas escolas são muito importantes, inclusive para as áreas mais distantes, onde o acesso é difícil. Agradecemos ao Governo do Estado por esse trabalho”, afirmou.


Infraestrutura moderna e adaptada ao território

As escolas foram planejadas para garantir conforto, funcionalidade e respeito às tradições indígenas. Todas recebem salas de aula, alojamentos para professores, cozinhas, banheiros e espaços de convivência adaptados ao modo de vida local.

Investimentos por unidade:

  • Escola Indígena Estadual Manilha — R$ 473 mil
    Nova estrutura com duas salas de aula e alojamento para professores.
  • Escola Indígena Mariry — R$ 979 mil
    Três salas de aula, refeitório, alojamento e áreas administrativas.
  • Escola Indígena Taitetuwa — R$ 1,4 milhão
    Reconstrução completa, salas anexas, mobiliário e tecnologia. Atende ao ensino fundamental.
  • Escola Indígena Ytuwasu — R$ 914 mil
    Reconstrução total com melhorias de segurança e infraestrutura.

As obras utilizaram madeira tratada e técnicas adequadas ao território, garantindo ambientes ventilados e culturalmente alinhados às aldeias.


Tecnologia, conectividade e inclusão digital

Como parte do fortalecimento do ensino, o Governo do Amapá ampliou o acesso à tecnologia com os programas Escola Tech e EduTech.

Todas as unidades receberam:

  • Carrinhos tecnológicos com 36 notebooks;
  • Internet via satélite;
  • Softwares pedagógicos para apoio ao trabalho dos professores.

Kits pedagógicos e mobiliário completo

As escolas foram equipadas com kits pedagógicos destinados aos anos iniciais e finais do ensino fundamental, contendo mochilas, cadernos, lápis, réguas, estojos e materiais específicos para atividades didáticas.
O mobiliário foi totalmente renovado para garantir conforto e funcionalidade nas salas de aula.


Valorização cultural e acesso ao ensino

A ação integra o plano estratégico do Governo do Amapá para fortalecer o acesso, a permanência e a qualidade da educação nas aldeias, assegurando que os estudantes indígenas tenham estrutura adequada e valorização de sua identidade cultural.

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