
Infraestrutura reforçada e acesso definitivo ao Cunani
O governador Clécio Luís entregou, no último fim de semana, um conjunto de 14 pontes construídas em madeira de lei, substituindo estruturas antigas e deterioradas ao longo do ramal de acesso ao Cunani. A intervenção faz parte dos investimentos do Governo do Amapá voltados à integração de comunidades isoladas e ao fortalecimento do escoamento da produção local, especialmente de açaí e cacau.
O destaque do pacote de obras foi a inauguração da nova ponte sobre o Rio Cunani — uma estrutura definitiva que substitui a antiga passagem improvisada, sustentada por cabos de aço, que oferecia riscos constantes aos moradores.
“Entregamos 14 pontes no ramal, com destaque para o novo acesso à comunidade, que substitui uma estrutura muito antiga e praticamente inacessível. Cumprimos o compromisso de garantir mobilidade segura para veículos e para pessoas com dificuldade de locomoção. Agora a comunidade terá outro aspecto, principalmente no lado econômico”, destacou o governador Clécio Luís.
Impacto social e melhoria da qualidade de vida

A entrega das pontes atende a uma reivindicação de décadas das famílias que vivem no Quilombo do Cunani. Durante o inverno amazônico, o trecho se tornava praticamente intrafegável, comprometendo o transporte escolar e o acesso a serviços de saúde, assistência social e segurança pública.
Com as novas estruturas, produtores rurais e moradores ganham confiabilidade no trajeto diário e melhores condições para transportar a produção de açaí, cacau e outras culturas locais. A intervenção elimina gargalos logísticos que limitavam o desenvolvimento econômico da região.

Cunani: patrimônio histórico e cultural da Amazônia
A Vila do Cunani carrega um legado único na história amazônica. Situada em área que integrou o antigo Contestado — território disputado entre Brasil e França no século XIX — o local chegou a abrigar a capital da autoproclamada República do Cunani, fundada em 1886. O estado independente teve bandeira, moeda e legislação próprias, sob a liderança do francês Jules Gros.
Hoje reconhecida como comunidade quilombola remanescente, a vila preserva tradições de resistência de povos negros e indígenas que se estabeleceram na região em busca de liberdade. O fortalecimento da infraestrutura local contribui para manter viva essa memória e garantir dignidade às famílias que ali vivem.



