
Mostra pedagógica realizada no Museu das Artes, Culturas e Memórias Negras destaca a contribuição da população negra para a formação da sociedade amapaense.
A Prefeitura de Macapá, por meio do Instituto Municipal de Promoção da Igualdade Racial (IMPROIR), apoiou a realização da exposição pedagógica “Sankofa no Chão da Escola: Histórias que os Livros não Contam”, promovida por acadêmicos do 7º semestre do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia do Centro Universitário Meta.
A programação ocorreu no Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá e teve como objetivo fortalecer a valorização da população negra, ampliando o debate sobre sua contribuição histórica, cultural, social e econômica para a formação da Amazônia amapaense.
Cultura, memória e educação.

Durante a exposição, visitantes tiveram acesso a banners temáticos, apresentações culturais, jogos pedagógicos e rodas de conversa voltadas à reflexão sobre identidade, ancestralidade e igualdade racial.
A iniciativa buscou aproximar a comunidade acadêmica e a população de temas relacionados à história dos povos negros, promovendo o reconhecimento de suas contribuições para a construção da sociedade brasileira e amazônica.
Prefeitura reforça apoio às manifestações culturais.
A diretora-presidente do IMPROIR, Elisia Congó, destacou a importância da participação das instituições de ensino superior na preservação da memória e da cultura negra.
“Um evento como este é muito importante porque percebemos o quanto os centros universitários estão empenhados em fortalecer nossa memória, nossa cultura e nossas manifestações. Parabenizo os professores envolvidos e toda a classe acadêmica por essa iniciativa, e em nome da Prefeitura de Macapá eu reforço o compromisso da gestão municipal no apoio a qualquer manifestação cultural que fortaleça a nossa história. As portas do museu estarão sempre abertas para iniciativas como essa”, afirmou.
Conhecimento e valorização da identidade negra.
A professora Neliane Freitas, uma das coordenadoras do projeto, ressaltou que a exposição representa uma oportunidade de compartilhar conhecimento e ampliar o debate sobre a valorização da identidade negra.
“É um momento em que podemos apresentar tudo aquilo que estudamos sobre essa temática. A exposição nos permite expandir o conhecimento por meio da cultura e da valorização da identidade negra”, destacou.
O significado de Sankofa.

O tema da exposição foi inspirado no símbolo africano Adinkra Sankofa, cuja mensagem remete à importância de retornar ao passado para resgatar conhecimentos, memórias e valores fundamentais para a construção do futuro.
A proposta reforça a necessidade de preservar a memória histórica e promover uma sociedade mais consciente, inclusiva e comprometida com a valorização da diversidade cultural.
Espaço de preservação da cultura negra.
O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá segue aberto à visitação pública e à realização de atividades voltadas à valorização da cultura afro-amapaense.
Localizado na Rua Eliezer Levy, o espaço funciona de terça-feira a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 9h às 13h, consolidando-se como um importante centro de preservação da memória, da arte e das tradições negras no município.



