
Manifesto minha profunda solidariedade à secretária Jamaira Ferreira, que vem sendo alvo de ataques promovidos por integrantes da organização criminosa denominada pela Justiça Eleitoral de “milícia digital”, em uma evidente tentativa de transformar acusações e narrativas de redes sociais em condenação antecipada.
É importante esclarecer: Jamaira não responde e não teve formalmente recebida qualquer denúncia relacionada ao episódio do protocolo da Câmara Municipal.
O que existe é uma situação de possível retaliação por ela ter denunciado um abuso de autoridade sofrido durante o exercício de sua função, agressão que foi presenciada por diversas pessoas.
Respeito profundamente o Ministério Público e todas as suas instituições. Justamente por isso, considero desproporcional, reacionária e estapafúrdia a forma como a situação foi conduzida, especialmente diante do arquivamento da denúncia pela Corregedoria do MP e da atribuição a Jamaira da pecha de denunciação caluniosa.
Que ela tenha o direito de levar os fatos ao Judiciário, produzir suas provas e demonstrar o abuso que afirma ter sofrido. Se houver injustiça, que a Justiça também seja o caminho para sua reparação.
Minha solidariedade a Jamaira não representa prejulgamento de ninguém. Representa a defesa do direito de denunciar, do contraditório, da ampla defesa e, sobretudo, da dignidade de quem ousa enfrentar o poder.
Renivaldo Costa
Jornalista



