
Oficina em Brasília fortalece políticas de conservação inclusiva e desenvolvimento sustentável com participação direta da Sema
LEAD — O Governo do Amapá participou, em Brasília, da “Oficina de Construção Colaborativa de Indicadores de Bem-Estar para Povos e Comunidades Tradicionais em Unidades de Conservação da Amazônia”, iniciativa que reúne especialistas, gestores e lideranças para desenvolver parâmetros adequados à realidade socioambiental dos territórios amazônicos. A agenda ocorreu entre 31 de março e 1º de abril com a presença da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Participação estratégica do Amapá

O Estado foi representado pelo assessor técnico de Biodiversidade da Sema, Euryandro Costa, cuja participação reforça o compromisso da gestão estadual com políticas públicas que conciliam conservação, governança comunitária e desenvolvimento sustentável em áreas protegidas.
A oficina integra o Arpa Comunidades, ação voltada aos povos tradicionais de Unidades de Conservação (UCs) de uso sustentável apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O objetivo é fortalecer o bem-estar das comunidades, ampliar sua resiliência socioambiental e assegurar que a conservação das florestas avance com participação social qualificada.
Debate sobre metodologias e novos parâmetros
Durante os dois dias de programação, foram discutidas metodologias para formular indicadores de bem-estar humano adaptados às particularidades da Amazônia. Os debates se concentraram em três eixos estruturantes:
- Território, conservação e governança
- Condições de vida, meios de vida e serviços
- Resiliência, cultura e futuro
Esses pilares permitirão elaborar um sistema de monitoramento sensível à diversidade cultural, às dinâmicas territoriais e aos desafios socioambientais de cada comunidade tradicional.
RDS do Rio Iratapuru no centro da agenda
A participação do Amapá é particularmente relevante para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, unidade de conservação estadual contemplada pelo Arpa Comunidades. O Estado contribui para que as especificidades, desafios e potencialidades da RDS sejam incorporados ao processo nacional de construção dos indicadores.
Segundo Euryandro Costa, qualificar a elaboração desses parâmetros é fundamental para fortalecer as políticas em UCs de uso sustentável.
“Participar desta oficina é contribuir para que o bem-estar das populações tradicionais seja compreendido a partir da realidade de seus próprios territórios. No caso da RDS do Rio Iratapuru, isso significa reconhecer que conservar a floresta também passa por fortalecer a governança comunitária e valorizar os modos de vida locais”, destacou.
Monitoramento, linha de base e próximos passos
Além dos conceitos, o encontro avançou no planejamento das ferramentas de monitoramento e na definição de uma linha de base para acompanhar a evolução dos indicadores ao longo do tempo. As próximas etapas incluem o desenvolvimento participativo dos questionários, aplicação piloto e consolidação dos dados para subsidiar políticas públicas mais precisas.
Compromisso com a sociobiodiversidade amazônica
A ação reafirma o compromisso do Governo do Amapá com a gestão participativa, a proteção da sociobiodiversidade e o fortalecimento das comunidades que vivem e preservam as florestas.
A oficina foi promovida pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), em parceria com o WWF-Brasil e o Funbio.
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